A atividade de divulgação de bens e serviços existe desde épocas remotas, e durante muito tempo teve seu desenvolvimento atrelado ao talento artístico e até mesmo intuitivo dos profissionais de criação, que apoiados nas segmentações de mercado e nas mídias existentes em cada período, resolviam de forma empírica as necessidades de comunicação de seus clientes. Hoje, o que percebemos facilmente é um grande avanço tecnológico, especialmente nos recursos midiáticos, que torna inevitável o aprimoramento técnico do profissional de comunicação. A “veia artística” já não basta e nem terá condições de sobreviver sem o instrumental da tecnologia.
A facilidade em conhecer a fundo o target (público alvo) trouxe uma comunicação mais personalizada, e com isso tornou-se possível desenhar soluções sob medida, para mídias que estão cada vez mais próximas do consumidor, e interagir com ele no local e no horário de sua escolha.
E esta é uma viagem sem volta. O público consumidor de hoje está cada vez mais habituado com a velocidade das mensagens, e especialmente o jovem transita entre as diversas tecnologias de informação com grande intimidade – e simultaneamente. Não há mais espaço, nem tempo, para mensagens isoladas; na era digital tudo deve interagir entre si e com o público.
As linguagens mudaram, e não apenas na adequação das mensagens aos novos veículos utilizados para sua transmissão. Palavras como usabilidade e arquitetura de navegação são obrigatórias no vocabulário do publicitário que pretende se utilizar da web, das tecnologias móveis e das demais mídias digitais. Sem esquecer que o planejamento ainda é, sem dúvida, o ponto de partida para o sucesso.
Por isso é indispensável que este profissional saiba trabalhar em grupo, e não apenas o “seu grupo”. Há poucos meses, o Peppers & Rogers Group, principal referência no desenvolvimento e gestão de estratégias de negócios, reuniu em São Paulo engenheiros e profissionais de marketing e comunicação no Seminário Technomarketing, para estabelecer uma ponte entre marketing e tecnologia. E este é o caminho: o planejamento deve envolver os recursos tecnológicos desde o início para alcançar o sucesso da estratégia. Trocando em miúdos, de nada adianta incluir uma peça digital a uma campanha, se esta não foi planejada desde o começo para dialogar com todas as outras mídias.
Assim, não resta dúvida que o publicitário de hoje deve ser um profissional flexível, ou seja, não só especialista; alguém criativo, e não apenas detentor de conhecimento; capaz de lidar com incertezas e preparado para estudar durante toda a vida.
Observando a atual configuração do mercado de trabalho, fica evidente a competitividade cada vez maior, porém com a vantagem da franca ampliação de possibilidades. Novos espaços estão constantemente se abrindo nas agências de Web, de Promoção, nos novos veículos, além da proliferação de assessorias de Comunicação Integrada.
Uma série de atividades inéditas, inclusive muitas delas ligadas ao terceiro setor (ONGS, Fundações Filantrópicas, etc.), representa desafios ao profissional da área de comunicação. Na medida em que o mercado se desenvolve, são necessários, cada vez mais, profissionais qualificados para fazer interface com o universo em que se inserem.
O processo de globalização, de forma sistêmica, afeta os mais variados setores sociais, impondo a desconstrução, reconstrução e criação de novos conhecimentos que permitam entender os novos modos de viver. Se o mundo tornou-se uma “aldeia global”, também é verdade que nele imperam as diversidades culturais; quanto mais globalizado se torna o mundo, mais “tribalizado” também - tornando necessário o conhecimento cada vez mais pormenorizado das diversidades e de seu universo de significações simbólicas.
Recentemente, Bob Liodice, presidente da ANA – Association of National Advertising norte-americana, referiu-se ao profissional de comunicação como um “renascentista do marketing”, sugerindo que este profissional deve estar preparado para atuar de forma holística, reunindo razão e emoção. A formação em Publicidade e Propaganda requer profissionais pró-ativos e criativos, capazes de compreender, além de seu próprio campo de atuação profissional, outros campos do conhecimento, principalmente aqueles envolvendo o homem, a tecnologia e a vida em sociedade.
Isso exige, durante os anos de formação, a ampliação paulatina dos conhecimentos a respeito da realidade social, histórica e cultural, além de abertura ao diálogo com disciplinas científicas correlacionadas à Publicidade e Propaganda, para superar o tecnicismo, para pensar e analisar problemáticas com as quais se defrontará como profissional. Com certeza este profissional precisa desenvolver uma visão ampla sobre o mundo do trabalho, a arte e a linguagem publicitária.
O desenvolvimento de habilidades e competências técnicas, a formação sólida e com firmes bases filosóficas e éticas possibilitam articulação da teoria com a prática e capacitam a lidar com as mudanças da sociedade atual.
O Curso de Publicidade e Propaganda da UniBrasil pretende formar um profissional apto a analisar, orientar e julgar materiais relativos à comunicação, podendo, por isso, atuar de modo adequado na definição de objetivos e estratégias, na concepção dos meios e na execução e orientação de trabalhos tanto na criação, na gestão, no planejamento e atendimento, no marketing e na produção de materiais publicitários.
Como o corpo docente do curso, além de muito qualificado academicamente, conjuga juventude e experiência numa excelente proporção, com certeza podemos responder a exigência de formação com qualidade, mesmo em face a toda esta transformação.
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