quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Nova Publicidade para um novo Consumidor.

Experiência de vida é o curso preparatório, educação universitária é o acabamento.

A forma de fazer publicidade está sofrendo modificações. E não são poucas. Com a grande diversidade de mídias, e a tecnologia fomentando novas fontes de informação, é evidente que a publicidade não ficará imune. Informações chegam de todos os lugares e de todas as formas e não há tempo suficiente para perceber, ler, ouvir e sentir todas elas. Por isso os conteúdos precisam ser mais concisos, visuais e relevantes.
Enquanto em outros tempos julgava-se uma boa campanha pelo seu poder de persuasão a um espectador passivo, hoje nos deparamos com um consumidor extremamente seletivo e crítico. A palavra da vez passou a ser envolvimento. O público que não espera apenas receber a informação, mas interagir com a mensagem e ainda produzir conteúdo.
O consumidor de hoje assiste ao seu programa favorito pelo seu iPod, lê notícias pela internet, namora enviando mensagens SMS pelo seu celular, e carrega “toda sua vida” em seu notebook com conexão internet banda-larga via celular. Assim, este novo modelo de consumidor não apenas controla as informações que recebe como também está em constante movimento, como um nômade urbano que interage não apenas em seu espaço físico, mas em todo o globo.
O curso de Publicidade e Propaganda das Faculdades Integradas do Brasil - UniBrasil está preocupado com as mudanças no comportamento do consumidor, por isso a coordenadora, professora Maria Paula Mansur Mader, buscou pesquisar o que as maiores agência do mundo estão fazendo. Entrou em contato com Darren Moran, diretor executivo de criação da Agência Y&R (Young & Rubicam) de Nova Iorque, e propôs que ele contasse um pouco do que as agências de lá estão fazendo para se comunicar com esse novo nômade urbano.
Darren nasceu em New Jersey e graduou-se em Literatura pela Dickinson College, a mais antiga universidade da América, que fica em Carlisle, Pensilvânia. Já trabalhou na Agência BBDO, de 1990 até 1997, e hoje está na Y&R de Nova Iorque, e é considerado um dos grandes profissionais desta agência, que possui unidades no mundo inteiro.
Maria Paula - Para onde a propaganda está caminhando?
Darren Moran - Todas as agências de publicidade estão tentando se renomear "agências de idéias". Mas a verdade é que as melhores agências sempre foram agências de idéias. Uma coisa não exclui a outra. Se você tem uma grande idéia, é fácil traduzi-la para televisão, mídia impressa, rádio, online, filminho viral ou pintar no céu com letrinha de fumaça. O que está realmente mudando são os canais de comunicação. Existem hoje muitas maneiras de se comunicar uma idéia, nossa tarefa é explorar o melhor possível cada uma delas. Não é suficiente ser bom de comercial 30 segundos. Você tem que entender como traduzir a mensagem para veicular dentro dos cinemas, blogs, vídeo games e eventos. O desafio para as grandes agências é que hoje em dia existem inúmeras agências menores que se especializam nestes nichos. Mas a vantagem de uma agência de grande porte é a possibilidade de fazer um trabalho mais uniforme para um mesmo cliente dentro de todos esses canais.Um cliente com várias agências corre o risco de ter uma comunicação esquizofrênica, que não fala a mesma língua porque vem de lugares diferentes. E isto é um problema. Acho que vamos ver uma volta à consolidação de contas em uma só agência, onde mídia tradicional e não tradicional estarão sendo controladas por um mesmo grupo criativo que garantirá uma consistência maior no trabalho criativo. E agora que os clientes estão finalmente entendendo que precisam participar destes canais de comunicação, as possibilidades de criação são infinitas. Eu acho que este é o grande momento da propaganda mundial.
MP - Quais são as qualidades necessárias ao profissional de hoje?
DM - Não é preciso dizer que talento é numero um. Nem todo mundo tem e é difícil de ensinar. Você pode ensinar o processo ou aprimorar talentos já existentes, mas nem todos vão ser bons nesse trabalho. É preciso inteligência e questionamento. Alguns trabalhos são fáceis. Não é preciso ser um gênio pra vender refrigerante. Mas outros são mais complicados, precisam de uma dedicação maior e muito conhecimento sobre o produto e o mercado. Você vai se dar bem nesse trabalho se você conseguir vender tanto um tênis Nike como convencer alguém que a água no mundo está acabando. Mas no fundo, o que mais se precisa é paixão. Sem isso você não vai vencer e não vai ser feliz nessa profissão.
MP - Que tipo de formação o publicitário precisa?
DM - Acho que as universidades fazem um bom trabalho na formação do publicitário. Mas não podem deixar de atentar para a formação artística da pessoa. Publicidade é um campo onde você vence se souber um pouco de cada coisa. Uma formação que inclui arte, literatura, ciência, religião, filosofia, política e línguas, juntamente com uma grande experiência de vida, é absolutamente necessária para se encontrar inspiração.
“A great liberal arts education or fantastic real life experiences is the prep school. A great advertising program is the finishing school.[1]”

[1] Aprendizados descompromissados de arte ou experiências de vida são apenas cursos preparatórios para publicidade, o acabamento se dá com um grande programa de ensino.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Interage: componente do Projeto Pedagógico

Para complementar o ensino dado em sala de aula com a prática profissional, o Curso de Publicidade e Propaganda da UniBrasil mantém há quase 4 anos uma agência experimental de comunicação, a Interage.
Além de cumprir a função primordial de preparar o aluno para o dia-a-dia da carreira, a Interage tem sido a porta de entrada para o mercado de trabalho para os alunos que ingressam nela.“Aqui boa parte dos jovens que estagiam já sai com um emprego, após serem treinados e entenderem melhor o funcionamento das várias atividades desempenhadas em uma agência de comunicação, o que permite que testem e apliquem os conhecimentos adquiridos em sala de aula”, diz o coordenador da Interage, professor Edmilson J. Silva - Edi Silva, como é chamado pelos alunos.
A agência igualmente cumpre a função de vitrine para o talento dos estudantes. Muitos dos alunos que passam pela agência experimental são contratados por empresas que já conheciam seu trabalho, realizado enquanto estagiavam; outros são indicados por seus orientadores para ocupar vagas no mercado; outro grupo usa a experiência adquirida para conseguir um emprego, apresentando em seu portfólio materiais criados para clientes reais.
“Hoje, as agências experimentais funcionam com um filtro no mercado publicitário. Os empregadores sabem que quem passou por elas teve a oportunidade de acertar, errar e, principalmente, aprender bastante. Por isso está mais apto para o mercado de trabalho”, afirma o professor Marcelo Públio, outro orientador dos trabalhos na agência.
A Interage funciona nos moldes de uma agência de comunicação do mercado, prevendo vagas de estágio para os mais variados setores como atendimento, planejamento, mídia, direção de arte, redação publicitária e Rádio e TV. A agência experimental integra alunos dos cursos de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Design a fim de mostrar a integração dos cursos de Comunicação Social no atendimento das mais variadas necessidades de comunicação que um cliente possa ter.
Esse formato foi consolidado a partir do projeto pedagógico desenvolvido pela Coordenadora dos Cursos de Publicidade e Propaganda e Relações Públicas, professora Maria Paula Mansur Mäder.“É importante apresentar um espaço para o aluno do curso de comunicação social em que a teoria pode ser aplicada na prática, no dia-a-dia de uma agência de comunicação. Reunindo na Interage os cursos de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Design, mais que fornecer um espaço de atividade, oferecemos uma visão de comunicação integrada, necessidade de clientes de todos os segmentos. Além do fato de que propiciamos aos alunos o trabalho em equipe na comunicação, demonstrando como interagir entre as diversas habilitações da Comunicação Social”, afirma a professora Maria Paula Mansur Mäder.
No portfólio da Interage consta uma série de trabalhos realizados, como identidades visuais, vídeos institucionais, vinhetas para rádio e TV, layout de embalagens, anúncios, diversos materiais impressos e planos de comunicação. Na relação de clientes estão empresas de diferentes portes e setores, entidades do terceiro setor, além da própria instituição.
“As responsabilidades e as oportunidades que são dadas aqui dificilmente surgiriam em outro estágio. Podemos atender a instituição e suas diferentes escolas, com comportamentos diferentes como clientes; além de clientes externos dos mais variados segmentos, podemos atender à instituições filantrópicas sem fins lucrativos que necessitam de material de comunicação, o que enriquece o nosso portfólio e nos ajuda a compreender as mais diversas necessidades de um cliente, não importando o segmento. Esse conhecimento com certeza incrementará meu currículo”, acredita Luiz Skodowski, aluno do 7º período do curso de Publicidade e Propaganda que está há um semestre do seu ingresso no mercado como profissional.
Cássia Makely fala com a experiência de quem viu muitos de seus colegas ingressarem em empresas de prestígio no mercado publicitário: “O pessoal que sai da Interage tem mais chance de se dar bem. Tenho amigos que estão na GPAC ou na GETZ. Aqui o aluno tem a oportunidade de ampliar seu network (rede de contatos)”, conta, mostrando familiaridade com o jargão da profissão.
“No entanto, é importante observar que o network e a busca de experiência deve começar desde o primeiro dia do curso, dentro de sala de aula, a boa convivência com futuros profissionais da mesma área poderá gerar diversas oportunidades de trabalho”, diz o professor Edi Silva.
“Os serviços ofertados pela Interage se assemelham aos desenvolvidos por uma agência profissional, contamos também com o apoio dos demais professores do curso, com na produção de vídeos, vinhetas, spots, fotografias e outros tantos serviços relacionados à produção em comunicação. Os estúdios de rádio e TV, e o estúdio de fotografia permitem uma exploração ainda mais semelhante ao método de trabalho profissional, pelos estagiários” explica o professor Marcelo Públio.
“Aqui na Interage, os estagiários são responsáveis pelo total funcionamento da agência, cabendo aos professores a tutoria, a orientação para que estes trabalhos caminhem adequadamente e correspondam ao proposto no projeto pedagógico. Os alunos são responsáveis por toda a agência, desde a captação do job (serviço que será executado), sua criação e produção, a viabilidade técnica e financeira para sua execução, até o feedback (retorno) do cliente, executando um processo no qual a necessidade do cliente é identificada, o plano de comunicação estabelecido, a produção executada, e a verificação da qualidade do serviço verificada junto ao cliente. Isso permite que exercitem o que aprenderam em sala de aula”, explica o professor Edi Silva.
A aluna Elisangela B. Camargo, do Curso de Relações Públicas, diz que “a responsabilidade que é atribuída aos estagiários na Interage, faz com que sintamos na pele como é manter uma agência de comunicação. Precisamos dar conta do trabalho criativo, ser capazes de gerenciar as verbas dos clientes, buscando orçamentos viáveis, e ainda administrar os recursos humanos da agência, dividindo as tarefas adequadamente a fim de dar conta do recado”.
A Interage já conquistou uma Menção Honrosa pela produção de vídeo institucional no I Concurso de Curtas de Responsabilidade Social, promovido pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). O Prêmio foi recebido em Brasília, em junho de 2008, pela Coordenadora dos Cursos de Publicidade e Propaganda e Relações Públicas, Professora Maria Paula Mansur Mader.
O critério de seleção para a atuação na Interage envolve provas práticas e entrevistas, aplicadas pelos professores das diversas áreas.“Para trabalhar na Interage o candidato tem que ter, acima de tudo, pró-atividade e vontade de aprender e resolver problemas”, finaliza o professor Marcelo Públio.
A Interage está localizada na sala Jornalista Arnaldo Cruz, sala 19, bloco 2. Funciona no contra-turno dos cursos no período da tarde as 14h30 até 18h30, de segunda-feira a sexta-feira.